Ouvindo a Voz da Empresa 1/5

06/11/2017

Um rei submeteu sua corte à prova para preencher um cargo importante. Então, disse aos súditos, vejam esta porta enorme. Qual de vocês pode abri-la? Alguns dos cortesãos balançaram a cabeça, outros olharam mais de perto, mas desistiram. Somente uma única pessoa aproximou-se da porta, examinou-a, tateou, tentou movê-la de muitas maneiras e, finalmente, puxou-a com força. E a porta se abriu. Ela estava apenas encostada. Então o rei disse: - Você receberá a posição de relevo na corte, pois não confiou apenas naquilo que viu ou ouvi; você colocou em ação suas próprias faculdades e arriscou experimentar.

 

A moderna administração compreende que todo ser humano é competente se estimulado, se motivado e que pode contribuir com a organização nos limites do desenvolvimento de suas forças físicas e intelectuais e para que isso ocorra é necessária uma técnica administrativa que propicie a participação e estimule a criatividade. Evitando assim a cristalização das opiniões pela falta de troca de experiências e propiciando a oxigenação de ideias e possibilidades de recursos morais e materiais.

 

Não podemos andar para frente se não abrirmos mão das coisas do passado, que servem como aprendizado, mas são sem utilidade quando insistentemente mantidas no presente pelas cobranças desnecessárias. Sem isso os colaboradores começam a considerar o seu trabalho como uma profissão delimitada e não mais como ações sem fronteiras em torno de uma causa. É preciso então, reverter o processo, permitir um modo diferente de ser, de evoluir.

 

A grande pergunta será: A vida é coisa a ser administrada, dirigida e controlada? Não temos a onipotência, a capacidade de controlar os fatores externos e as vontades de outras pessoas. O caminho natural será reverter a postura de controle total para a postura de Permitir, de Possibilitar, de Saber Receber e Saber Responder. O diálogo contínuo, então, é imprescindível.

 

As empresas terão assim de criar espaço para refletir, compartilhar, revelar as preferências e tendências, estimular a confiança e o calor pessoal, incubar novas ideias e possibilidades criativas. Tudo isso precisa ser alimentado, apoiado e nutrido.

 

Precisamos valorizar o ser humano, exercitando a verdadeira dinâmica de amor, respeitando a diversidade de aptidões, permitindo que todos os funcionários tenham voz e possam participar das decisões.

 

O Objetivo maior é tornar moderna a administração em consonância com os novos tempos, de modo a substituir as reuniões tradicionais, as decisões dos intervalos, nos pequenos espaços deixados entre uma atividade e outra, para que sejam mais objetivas, trazendo maior qualidade nas tomadas de decisões.

 

Precisamos aprimorar a capacidade de ouvir o outro, de oportunizar tempo com qualidade para o planejamento das ações principais e metas das empresas, entre duas ou mais pessoas. Assim quem sabe teremos mais pessoas dispostas a ousar e inovar, criar, em nosso reino. Pense nisso, mas pense agora!

 

Saulo Gouveia é consultor financeiro e organizacional, e atua oferecendo novos significados para viver as virtudes em abundância. Articulista de A Gazeta, escreve neste espaço aos domingos. saulogouveia@seubolso.com.br ou www.seubolso.com.br

 

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