Ouvindo a Voz da Empresa 2/5

13/11/2017

Continuação do artigo da semana passada.

 

Conta-se que, numa granja, havia um galo que se destacava dentre todos os outros pela coragem, pelo espírito de aventura e pela ousadia. Não tinha limites e andava por onde queria, mas o dono não apreciava essas qualidades. Um dia, fincou um bambu longe da granja, no meio do pomar, arrumou um barbante e amarrou o galo. De repente o mundo tão amplo foi reduzido à uma distância na qual o barbante lhe permitia chegar. De tanto andar nesse círculo, a grama, que era verde, foi desaparecendo e ficou somente a terra.

 

Depois de um tempo, o dono, acreditando que o castigo já estava dado, pois o galo havia se tornado pacato e desinteressado, cortou o barbante e soltou-o. Agora livre, mesmo solto, não ultrapassava o limite que lhe havia sido imposto. Olhava para o lado de fora, mas não tinha coragem para se aventurar e sair do seu espaço.

 

Assim muitos líderes fazem com sua equipe de colaboradores, impondo limites e não permitindo a criatividade e inovação. Talvez, com medo de ser superado ou de errarem. É preciso ousar, liberar, permitir, unir.

 

O ideal de união vem contribuir com o desenvolvimento moral dos seres humanos, em um novo mundo novo com constantes mudanças. As mudanças sempre existiram somente que, nunca foram tão constantes e com tanta velocidade. O sucesso de ontem, não garante o de hoje ou o de amanhã.

 

O executivo do século, Jack Welch comenta: “Se você não está perplexo não sabe o que está acontecendo”, para alertar-nos da necessidade de estarmos preparados para constantes mudanças.

 

Já não será a maior empresa que seguirá na frente em competitividade e sim a mais flexível, mais rápida e ágil, e para isto o capital humano será a grande diferença. Precisamos de pessoas proativas com condições de prosperar em situações de risco e encarar desafios, com habilidades comportamentais, sendo criativo, competente, flexível e ter bom relacionamento interpessoal.

 

Também saber dar foco no cliente, trabalhar em equipe, viver bem mesmo sob as pressões do dia a dia e saber liderar os seus liderados, os colegas, seu chefe, bem como a si mesmo.

 

“Os clientes podem demitir todos de uma empresa, do alto executivo para baixo, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar.” afirmou Sam Walton, lembrando-nos a responsabilidade que nos cabe frente à capacidade de cumprir com as promessas feitas aos clientes, consumidores.

 

Uma pesquisa de Harvard revelou que existem pessoas que são verdadeiros gênios fracassados, pois foram incapazes de relacionar-se com as outras pessoas e com suas próprias emoções. Ou seja, nem sempre os melhores alunos se transformam em sucesso. Pense nisso, mas pense agora!

 

 

Saulo Gouveia é consultor financeiro e organizacional, e atua oferecendo novos significados para viver as virtudes em abundância. Articulista de A Gazeta, escreve neste espaço aos domingos. saulogouveia@seubolso.com.br ou www.seubolso.com.br

 

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