Trabalho Raro ou Trabalho Raso – 2 (segundo de/5)

08/01/2018

 

Um dia, passeando pela praia, o pai perguntou ao filho: - Como está a água? O garoto entrou com cuidado na água e respondeu: - Está muito fria.

Ele pegou o garoto, jogou-o dentro da água e voltou a perguntar; - E agora, como está a água? O filho respondeu: - Está ótima. O pai disse: - De agora em diante, mergulhe fundo naquilo que você quer realmente conhecer.

Para conviver com as mídias sociais, instrumentos ricos em oportunidades de conexão, aproximando as pessoas ao romper as distancias e gerar agilidade nas decisões, devemos compreender o medo irracional de ficar por fora das novidades. Temos o direito de não saber o que não é importante para a vida de cada um naquilo que escolhe profissionalmente e pessoalmente como essencial.

As técnicas utilizadas pelas empresas construtoras das mídias sociais, que são parecidas com uma máquina de caça níquel, visam recompensar a gente com curtidas, corações, comentários, compartilhamentos, os quais tomam o tempo, despedaçando o dia em vários mini blocos fúteis. Acrescente a isso as interrupções existentes nos escritórios compartilhados e abertos com colegas passando por nós o tempo todo.

A perda real é muito grande toda vez que damos uma olhadela no WhatsApp ou Facebook, pois a mente para concentrar novamente leva em torno de 15 minutos ou mais.

Para onde vamos então, com isso? Para as angustias pelo que “devia ter sido e não foi” e para as ansiedades do “deverá ser e tenho medo de não ser”. Assim chegam as doenças, minando a saúde física e mental.

Se observarmos o impacto cognitivo do exagero das mídias sociais e das distrações no trabalho, iremos removê-las para ir além do trabalho raso e alcançarmos níveis de produtividade em eficiência pela qualidade e eficácia das escolhas essenciais do que produzir de significativo para a vida ecológica.

Quando passamos grande parte do nosso dia em um estado de atenção fragmentada pelas interrupções constantes, perdemos a capacidade de concentração e a alma fica fragilizada.

Quando decidirmos e agirmos para criar e defender os espaços de momentos de solitude, alçaremos a condição de concentração mental e a alma permanecerá alerta.
Dentro do tempo existe um mar de conteúdos valorosos que podem ser perdidos pelas nuvens dos conceitos limitantes. Voe pelas águas da convicção na transparência dos esforços que é capaz e colha os frutos preciosos. Pense nisso, mas pense agora!

 
Saulo Gouveia é consultor financeiro e organizacional, e atua oferecendo novos significados para viver as virtudes em abundância. Articulista de A Gazeta, escreve neste espaço aos domingos. saulogouveia@seubolso.com.br ouwww.seubolso.com.br

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