As Três Peneiras

14/01/2019

 

 

 

Um homem procurou o grande pensador Sócrates e disse-lhe: - Preciso contar-lhe algo sobre alguém! Você não imagina o que me contaram a respeito de...Nem chegou a terminar a frase, quando Sócrates ergueu os olhos do pergaminho que lia e perguntou: - Espere um pouco. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras? - Peneiras? Que peneiras? - Sim.

 

A primeira é a da verdade. Você tem certeza de que o que vai me contar é absolutamente verdadeiro? - Não. Como posso saber? O que sei, foi o que me contaram! - Então suas palavras já vazaram a primeira peneira.

 

Vamos então para a segunda peneira: a bondade. O que vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito? - Não! Absolutamente, não! - Então suas palavras vazaram, também, a segunda peneira.

 

Vamos agora para a terceira peneira: a necessidade. Você acha mesmo necessário contar-me esse fato, ou mesmo passá-lo adiante? Resolve alguma coisa? Ajuda alguém? Melhora alguma coisa? - Não. E o sábio sorrindo concluiu: - Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, quanto você e os outros iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo.

 

Sempre que fizermos as escolhas de buscar o bem atrairemos o bem em dobro. O contrário também é verdadeiro, focar o mal atrairá muito, muito mal, como efeito bumerangue.

 

No planeta Terra ainda carregado pela maldade, cabe-nos fazer escolhas-luz, para iluminar o nosso caminho. Normal ainda, surgir falhas de alguém ou de algum grupo de pessoas. Como então ser contributivo para um mundo melhor?

 

Evitar dramatizar, multiplicar e focar o erro. Mais ainda, buscar ser exemplo que arrasta.

 

Já conhecemos a dinâmica do “telefone sem fio” onde quem conta um conto aumenta um ponto. Tornam-se multiplicadores de assuntos desagradáveis, degradantes, e quando o pior vem, são os primeiros a dizerem: “eu bem que falei”, “eu bem que disse”.

 

Não se nega a necessidade de tomar conhecimento da falta, quando a falta se faça sentir. Mas, vamos dar apenas a ela a atenção indispensável apenas ao serviço restaurativo para sanar o que ela provoca. Pense nisso, mas pense agora!

 

Saulo Carvalho é consultor financeiro e organizacional e atua oferecendo novos significados para viver as virtudes em abundância. Articulista de A Gazeta, escreve neste espaço aos domingos. saulocarvalho@seubolso.com.br ou www.seubolso.com.br.

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