Socorro! Ganhei na Mega Sena!

20/05/2019

 

  

 

 

   

Ganhar milhões de reais de um dia para o outro é sorte, porém, muito complexo de manter. Basta verificar o histórico dos ganhadores de loteria e constatar que a maioria ficou pobre de novo, depois de pouco tempo. O motivo é a incompetência emocional e financeira.

 

Se ganharmos uma bolada grande poderíamos viver anos gastando milhares de reais por mês e deixaríamos o capital de herança para os filhos e netos. Por isso, é comum o ganhador imaginar que está rico para o resto da vida e que nem contas precisa fazer para viver. Assim sai pelo mundo afora gastando à vontade. Mas como diz o ditado conhecido, quanto maior a altura, maior o tombo, e mais rápido também.

 

Daí surgir a correria toda para sobreviver mesmo tendo muito dinheiro, uma luta de ganha-perde, como na história do americano e o brasileiro. Estavam os dois no meio da mata quando, de repente, ouviu-se o rugido de um leão. O brasileiro com medo já trocou a bota pelo tênis leve. O americano morrendo de medo perguntou: - Brasileiro, você acha que com esse tênis vai correr mais do que o leão? A resposta veio rápida: - Não seja tolo, com este tênis vou correr mais rápido do que você.

 

Não ter dinheiro é um problema, ter também o é para muitos de nós, porque precisa de eficácia na gestão da grana e essa capacidade passa pela inteligência emocional, que é a competência para dominar os pensamentos e as emoções. É o sujeito que consegue se "ver", se perceber, ser um observador de si mesmo. Portanto, quando precisa agir, o faz com isenção e inteligência.

 

Aliado à competência emocional, indispensável é o especialista financeiro, o estrategista o auxiliará a gerir a sua fortuna. E isso não é fácil de conseguir. Primeiro porque muitos nem sabem ou querem pensar no assunto. Segundo porque acham que pouco conhecimento basta. E, terceiro, não querem estudar e tomar tempo com questões técnicas. O resultado todo mundo já conhece, muito do que sobe, desce, e a fortuna vira pó.

 

E para não virar pó onde investir? Primeiro é preciso conhecer os hábitos dos brasileiros, sua forma de viver e sua cultura. Leem pouco, analisam pouco e arriscam muito. Ainda tem os "agregados", familiares e amigos que chegam com tantas idéias "maravilhosas" para o seu dinheiro. Para poder colher frutos da sua bolada, sem o risco de se evadir nas mãos dos outros ou de perder nas aplicações, é preciso um pouquinho de risco, um pouco de segurança e um tanto de rendimento.

 

Portanto, para a realização dos sonhos mais imediatos aplique 1/5 em renda fixa. Essa parte é para comprar a casa nova, o carro novo, os móveis bonitos, dar um pouco para aquele parente que está na "pendura", fazer a especialização na Europa e outros sonhos imediatos. Os 1/3 aplicados em ações são para gerar uma boa renda, desenvolvimentos em pesquisas, trabalho e tecnologia. Ações é a mola-mestra do crédito saudável, ampliando o empreendedorismo e oferecendo riqueza e saúde à população.


Já o restante vai para o imobiliário urbano, galerias, edifício comercial e outros. Trata-se de assegurar a renda permanente, diminuir o risco de alguém vir com uma ideia milagrosa, pegar seu dinheiro e sumir com ele. Se seguir o conselho acima na íntegra, dificilmente o seu dinheiro vai virar pó, e você vai dormir tranquilo. Pense nisso, mas pense agora!

 

Saulo Gouveia é consultor financeiro e organizacional e atua oferecendo novos significados para viver as virtudes em abundância. Articulista de A Gazeta, escreve neste espaço aos domingos. saulogouveia@seubolso.com.br ou www.seubolso.com.br.

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