A inveja dos Ricos

01/07/2019

 

 

  

   

Certa vez, um Rei passou perto de mendigo que havia ganhado um prato de arroz e pediu-lhe um pouco. Bem mesquinho o mendigo deu um grão de arroz para o Rei. O Rei, então, fechou o grão dentro da mão do mendigo, tocou seu cavalo e foi embora.

 

Quando o mendigo abriu a mão, levou um susto. O grão de arroz havia se transformado em uma pepita de ouro. Arrependido saiu em dispara atrás do Rei e disse: - Mudei de ideia, tome mais do meu arroz. Então o Rei respondeu: - Não. Você já recebeu tudo aquilo que colocou na vida, de bom grado e de bom coração. O que se recebe da vida é aquilo que nela se coloca primeiro, nem mais nem menos. É lei universal.

 

Você já sonhou em ser milionário? Viver no luxo, nas viagens, nas festas o tempo todo? Já achou que os ricos são felizes o tempo todo, vivem em constante prazer? Que seus carros luxuosos, suas roupas caras, suas joias lindas, suas casas enormes, suas festas glamorosas são a eterna felicidade?

 

Iludem-se, achando que o bem-estar vem por intermédio das coisas que nos dão prazer e satisfazem os sentidos físicos? Que boa comida, conforto e luxo trazem paz da alma? Você não está sozinho, muitas pessoas no mundo todo aspiram à vida de milionários.

 

Acreditam que os bens materiais trazem alegria, saúde e felicidade. Que basta ter dinheiro para que tudo se resolva, porque pensam que o dinheiro compra tudo. Dalai Lama disse certa vez que a maioria das pessoas passam a vida se esgotando, perdendo a saúde para conseguirem dinheiro e depois no fim da existência gastam o dinheiro para ver se conseguem a saúde.

 

No livro Repositório de Sabedoria, Joanna de Ângelis nos inspira sobre a vida dos ricos de dinheiro.

 

As mansões abrigam gente que se entristece, que carregam cargas de dores e doenças, morte, decepções e ansiedades constantes.

 

Joanna afirma que o dinheiro tem o poder de trazer consigo falsas amizades, ambição, paixões e excessos. Anestesia seus possuidores que se esquecem da vida saudável e dos valores da alma. Muros altos, cercas eletrificadas, guardas de segurança, cães e grades atestam o medo que deixa sitiadas as grandes fortunas.

 

Não sabem se as amizades e amores são verdadeiros ou interesseiros, convivem com disputas por heranças e desavenças por conta da ganância, sempre querendo mais do que se tem. Daí vem a tormenta pelas oscilações da Bolsa de Valores, pelos comportamentos dos mercados, são os escravos do próprio patrimônio que possuem.

 

Comece hoje mesmo a valorizar o que já se tem, sem deixar-se dominar pelo medo de ficar sem nada. Nem fuga, deixando-se de buscar progredir nem escravizar-se somente pensando nisso. Busque entregar-se a ação moderada de quem dá o devido valor a cada passo, sem turbar o coração.

 

Viver satisfeito com o que já conquistou é o primeiro passo para merecer mais, utilizando os valores materiais e as virtudes da alma, os multiplicando em dons de misericórdia e de progresso em benefício próprio e do próximo, sem atropelos e sem desespero. Seja livre, ame o trabalho, a ação, cuide de cada segundo que chega e coopere com eles, e verá que a paz íntima não tem preço. Assim a vida lhe responderá com aquilo que ofereceste de bom grado. Pense nisso, mas pense agora.

 

Saulo Gouveia é consultor financeiro e organizacional e atua oferecendo novos significados para viver as virtudes em abundância. Articulista de A Gazeta, escreve neste espaço aos domingos. saulocarvalho@seubolso.com.br ou www.seubolso.com.br.

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