Cuide bem do seu dinheiro

08/07/2019

 

 

 

  

   

Não ter dinheiro é um "problemão". Ter dinheiro sobrando também, pois nesse caso, teremos de saber o que fazer com ele. Se for consumir é fácil, mas se tivermos uma meta nobre de investir para ter liberdade financeira no futuro, aí as coisas são mais complexas e requerem mais cuidados.

 

Se formos aplicar em negócio próprio, o retorno é o melhor, mas o risco é o maior de todos. Nada como uma empresa de portas abertas para as possibilidades do nosso dinheiro ir embora na primeira crise. Sete em cada dez empresas abertas no Brasil vão à falência. A média é de três anos para fecharem as portas.

 

Se formos aplicar em imóveis rurais, o retorno é baixo e a liquidez "terrível", principalmente em época de crise. Se forem imóveis urbanos, o retorno é bom, apesar da liquidez baixa, mas o "problemão" está em saber escolher os bons negócios, no meio de muitos ruins. Pois a maioria deles retornam menos do que poupança.

 

Agora se vamos investir na poupança, em ações, previdência privada ou em algum fundo de renda fixa, o seu "problemão" vira um "problemaço". Principalmente porque as tentações criadas pelos bancos para lucrar com o nosso dinheiro são grandes.

 

Estão em voga os títulos de capitalização, onde o aplicador além dos rendimentos, concorre a uma "bolada" toda semana. Anote aí, para não esquecer jamais, esses títulos deveriam chamar-se "títulos de descapitalização", pois é justamente o que os "danados" fazem com o nosso dinheiro, diminuem-no, reduzem-no, fazem-no ficar menor. A redundância é proposital, para fixar.

 

Tem carência de cinco anos, e se precisarmos antes perderemos a renda e parte do capital. O banco fica com um naco do nosso dinheiro e investe a outra parte à taxa da poupança. Você já entrou nessa? Se sair agora vai perder dinheiro? Vai sim, mas faça e refaça suas contas, pois em muitos casos, compensa perder agora, reaplicar em renda variável e recuperar no longo prazo. Ainda está em dúvida pelo sorteio? Jogue na loteria, a bolada é maior e se não levar, vai perder somente o valor apostado.

 

Outro cuidado é com as taxas de administração cobradas. Elas são maiores quando o valor aplicado é pequeno. A falácia que muitos caem, é porque são cobradas anualmente e somente sobre o valor aplicado, levando os investidores pensarem que é pouco. Vejamos um exemplo, se aplicar cem mil reais em vinte anos e a taxa de administração for de 5% ao ano, no final os cem mil vão para o banco e ficaremos somente com a renda. Pode? Pode e é legal, nós é quem devemos estar atento.

 

Se é um "problemão" investir, pior é não fazer nada, perde-se mais dinheiro pelo que deixamos de fazer, do que pelo que fazemos. Mexa-se. Pense nisso, mas pense agora!

 

Saulo Gouveia é consultor financeiro e organizacional e atua oferecendo novos significados para viver as virtudes em abundância. Articulista de A Gazeta, escreve neste espaço aos domingos. saulogouveia@seubolso.com.br ou www.seubolso.com.br.

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