No fim tudo dará certo

22/07/2019

 

 

 

 

      

Naquele dia 11 de abril de 1970 James, Fred e John estavam a bordo da nave Apollo 13 e o objetivo deles era pousar na lua. Uma insignificante mudança no projeto do tanque de oxigênio provocou um superaquecimento que resultou em uma explosão. “Temos um problema” disse o comandante James Lowell já pensando em abortar o pouso na lua. Mas a resposta do chefe das operações em terra, Gene Kranz foi tácita: “Fracassar não é uma opção”.

 

Chegaram à lua após intensos esforços dos técnicos e cientistas. Voltam, então, para casa, os três homens, economizando água, oxigênio e energia, magros e quase congelados.

 

O episódio demonstra que até os projetos mais bem planejados com todos os detalhes vistos e revistos podem ter falhas ou desvios de rota.

 

Projetos que exigem esforços coordenados de várias pessoas geralmente devem ser abordados de forma prescritiva. Mas na hora da execução, os fatos saem de forma adversa solicitando alternativas. Como aquele piloto americano que pousou na água salvando vidas e tornando-se um herói. Fracassou o objetivo inicial, mas foi um sucesso comemorado por todos.

 

Por medo do desconhecido somos avessos a mudanças, sejam elas boas ou ruins. Relutamos em encarar as dificuldades e resistimos ao que é desagradável.

 

Depois de descrever o roteiro queremos controlar as pessoas para elas fazerem e dizerem no momento certo, como se fosse uma gravação. Criamos um cenário e ficamos policiando para mantê-lo como originalmente foi concebido. Daí a rigidez exigindo de tudo e de todos que façam conforme pensou ou planejou. Gera o hábito de jogar a culpa do insucesso nos outros, no mau tempo ou no azar.

 

O ERRO é na verdade o APRENDER COMO NÃO FAZER, para saber fazer. Aprimorar, inovar e recriar. Após etapa superada outra surge desafiando o que está posto, abrindo novos horizontes, transcendendo limites na conquista-aprendizado.

 

Já pensou se tudo, para ter segurança, se repetisse igualzinho foi no passado? Seria a estagnação do progresso, o fim da evolução. Se não fossem as surpresas do mundo, somente restaria para nós um pedaço da vida que já vivemos. O futuro é movido por forças complexas e desconhecidas, o AGORA, portanto nossos planos e decisões sempre se baseiam em informações INCOMPLETAS. A segurança está, então, em mesmo sob a incerteza do futuro, saber que quando ele chegar teremos capacidade de agir e oferecer ações alternativas para as variáveis que apresentem.

 

O controle está com o universo que permite mudar algumas coisas e outras não. Cabe-nos ACEITAR os fatos que não podemos mudar e AGIR proativamente com aqueles que podemos. E trabalhar com dedicação, solidário com todos e tolerante com as falhas e defeitos alheios. SEMPRE NO FIM TUDO DARÁ CERTO, SE NÃO DEU CERTO AINDA É PORQUE NÃO CHEGOU AO FIM. Pense nisso, mas pense agora!

 

Saulo Gouveia é consultor financeiro e organizacional e atua oferecendo novos significados para viver as virtudes em abundância. Articulista de A Gazeta, escreve neste espaço aos domingos. saulogouveia@seubolso.com.br ou www.seubolso.com.br.

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