De novo José?

29/07/2019

 

 

      

Um rato olha pelo buraco na parede e vê o fazendeiro colocar uma ratoeira no canto da sala. Foi para o pátio da fazenda gritando: - Há uma ratoeira na casa!

 

A galinha disse: - Desculpe-me seu Rato, mas não me prejudica em nada, não me incomoda. O porco disse: - Desculpe-me, senhor Rato, mas não há nada que eu possa fazer a não ser rezar. O senhor será lembrado em minhas preces. O rato dirigiu-se, então, à vaca. Ela disse: - Por acaso estou em perigo? Acho que não!

 

O rato, então, voltou para a casa, triste e cabisbaixo. Naquela noite, ao ouvir um barulho a mulher do fazendeiro achou que era a ratoeira e correu para ver. No escuro, ela não viu que a ratoeira pegou a cauda de uma cobra venenosa. A cobra picou a mulher. O fazendeiro a levou ao hospital. Ela voltou com febre.

 

Todo mundo sabe que, para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja. Foi assim que a galinha morreu. Como a doença da mulher continuava, os amigos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. A mulher acabou morrendo. Mais gente veio para o funeral. Para alimentar a todos o fazendeiro matou a vaca.

 

Diante de um problema muitas pessoas acreditam que, se não lhe diz respeito, o melhor caminho é a indiferença. A reflexão que podemos tirar é que toda empresa – ou a fazenda na história – precisa do zelo de todos.

 

A indiferença é uma das principais causas do retrabalho. Quer testar? Chame seu auxiliar, dê a ele rapidamente uma tarefa SEM SENTIDO e saia rápido da presença dele. Será que ele irá concluí-la? É claro que não, mas ele aceitou-a, sem contestar. Por quê? Desatenção e indiferença.

 

Pode errar, mas o mesmo erro não, José. Ora se algo merece ser feito, então merece ser bem feito. Certo? Mas a preguiça mental leva às improvisações e com indiferença dizem: “há vai assim mesmo...” e manda ver do jeito que deu. Sem se ocupar com as consequências e o retrabalho.

 

Acrescente o hábito que muitos têm de amplificar tudo. Apesar da maioria das situações serem pequenas coisas, aumentamos. “Você viu? O José deixou o balde cair...acho que vai haver inundação”. Vamos diminuir isto.

 

Outros levam tudo em termos pessoais. “Ela não perde por esperar...o que acha que é? Para dizer que tenho de melhorar o relatório, se nem os dela faz?” Se alguém dá uma opinião, acha que foi contra ele, e não para ele.

 

É preciso controle emocional para um bom desempenho e a chave do controle emocional é saber separar os papéis que exercemos na vida. Papel profissional, de pai, de esposo, de amigo. Se formos mal em um desses papéis em algum momento, não precisamos misturar com os outros. Se fui mal no trabalho, posso ainda continuar a ser um bom pai.

 

Na vida quase tudo é cíclico, uma hora a roda está em cima e outra hora está em baixo. Evitemos excessos quando se está em cima e descrença quando se está em baixo. E a próxima vez que for repassar uma tarefa diga: - Entendeu José? Então repete para mim! Pense nisso, mas pense agora!

 

Saulo Gouveia é consultor financeiro e organizacional e atua oferecendo novos significados para viver as virtudes em abundância. Articulista de A Gazeta, escreve neste espaço aos domingos. saulocarvalho@seubolso.com.br ou www.seubolso.com.br.

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