Felicidade Interna Bruta

23/09/2019

 

 

 

Jigme Singye Wangchuck é rei de um pequeno país entre a China e o Tibete, chamado Butão. Butão tem o calor úmido das florestas tropicais e o inverno intenso dos 4000 metros da sua capital Thimpu. Dois terços do seu território são preservados e um terço dele é considerado santuário ecológico. É um país protegido ambientalmente.

 

Mas não é somente da natureza que Butão cuida. Seu rei Jigme há mais de 30 anos implantou um medidor chamado FIB, Felicidade Interna Bruta. Baseado em pesquisas que procuram mapear o que pode trazer felicidade para seu povo.

 

É um contraponto ao PIB, Produto Interno Bruto, que no restante do mundo mede as riquezas materiais. O PIB tem sido um pouco inútil, na geração de benefícios, que já estão usando outros índices como o IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, para medir também fatores de humanidade e bem viver.

 

O PIB mede o viver com bens e o FIB propõe medir o bem viver em um país economicamente viável, socialmente justo e ecologicamente correto.

 

O PIB aposta na riqueza material para oferecer a felicidade. Ele vende a utopia do quanto mais um país produz riqueza, melhor. Segundo Liane Alves, da revista Vida Simples, nos EUA as pessoas andam 25 vezes mais de avião que há 40 anos. O número de carros dobrou e o PIB triplicou. Mas uma entre quatro pessoas se declara muito infeliz e o número de suicídios quadruplicou.

 

A FIB mede o padrão de vida econômica, a educação de qualidade, condições de saúde e expectativa de vida. Mas também mede a proteção ambiental, o acesso à cultura. Por fim levam em conta os bons critérios de governança, o gerenciamento equilibrado do tempo e o bem-estar psicológico. Tudo isto medido por pesquisas.

 

Os índices de analfabetismo e mortalidade infantil despencaram e a economia vai de vento em popa.

 

Agora uma euforia tomou conta das cidades butanesas, é que chegou a televisão e a internet. O governo abriu a “caixa de pandora” e o mundo todo está na expectativa para ver como uma sociedade isolada e conservadora reage a toda espalhafatosa gama de opções da mídia globalizada que ora se instala no país.

 

É um teste e tanto para seus 635 mil habitantes, mais de 300 mil tem menos de 22 anos.

 

Será que nós brasileiros temos condições para implantar este índice no futuro? Hoje soa como uma utopia, mas não custa sonhar com um Brasil onde a sobrevivência humana passa pelo desenvolvimento sustentável, proteção do meio ambiente, preservação da cultura e bom governo.

 

Se pensarmos ser medíocres estamos certos, se acreditarmos ser extraordinários também estaremos certos. Façamos nossa escolha. Pense nisso, mas pense agora!

 

Saulo Gouveia é consultor financeiro e organizacional e atua oferecendo novos significados para viver as virtudes em abundância. Articulista de A Gazeta, escreve neste espaço aos domingos. saulogouveia@seubolso.com.br ou www.seubolso.com.br.

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