Sucesso no Brasil é Ofensa Pessoal

07/10/2019

 

 

 

Certa feita Tom Jobim formulou a frase: “Sucesso, no Brasil, é a pior das ofensas pessoais”. Esta afirmativa é lembrada sempre por ser a tradução da inveja pessoal.

 

Se o amigo, parente ou vizinho, comprou uma casa nova logo vem os comentários: - Deve estar roubando, como conseguiu dinheiro para tanto? Olha lá ele, como está metido, nem parece mais o mesmo. Carro novo, hein!? Deve ser fruto de alguma desonestidade. E por aí vai...

 

Não importa qual é o esforço, a dedicação, a competência, as horas trabalhadas. Não importa se enquanto todos, como diz o psiquiatra Roberto Shinyashiki, “estão tomando chope com batatas fritas” a pessoa está dando um duro danado. Ele será percebido mesmo é quando conseguir se destacar. Aí vem a enxurrada de impropérios.

 

Nós vivemos numa cultura onde o lucro e riqueza é desonestidade, insulto e ostentação. Para ser honesto tem de ser pobre e nada de melhorar de vida. Vem sempre os chavões: “olha como fulano é honesto e trabalhador, passou a vida toda dando um duro só e continua na mesma casinha e nem carro novo tem.

 

O sucesso é taxado como alguma forma de desonestidade. Trata-se da mesquinhez e da preguiça. Avarentos e mesquinhos não gostam muito de se dedicar, estudar e trabalhar muito. Preferem falar mal. Invejosos e preguiçosos querem é ficar apontando os dedos para os que fazem a diferença e constroem.

 

Na cabeça e na língua o que vale é ser solidário com a pobreza, sendo pobre também. Ser honesto não comprando bens materiais. Bom é quem não tem ou não mostra. Quem mostra está humilhando.

 

É costume projetar nos outros o que somos capazes de fazer, achar que todo mundo faz o que faço. Se roubo, acho que todo mundo é desonesto, se sou honesto, tenho a tendência de ver as pessoas assim também.

 

Li recentemente em um comentário de um influenciador digital, que traduz os pensamentos de muitos: que o flanelinha rouba; o vendedor de mel faz uma mistura com melaço e espreme uma abelha na boca da garrafa e faz o cliente cheirar, para pensar que é mel e atestar a qualidade; o fabricante de queijo mistura um pouco de mandioca bem raladinha na massa; o mestre-de-obras quase todo dia leva, no porta-malas do seu velho carro, um saco de cimento.

 

Todo cuidado é pouco com os invejosos. E sua tática é desprezível: PEGAM UM FATO REAL, DISTORCEM E AMPLIAM. E pior todo mundo acredita e dá o veredicto imediato: Culpado!

 

Somos coo-criadores do mundo, façamos sempre o melhor ao nosso alcance, agradeçamos a lucidez e caminhemos livres com a força da verdade e a certeza de que vale a pena, quando a alma não é pequena. Pense nisso, mas pense agora!

 

Saulo Gouveia é consultor financeiro e organizacional e atua oferecendo novos significados para viver as virtudes em abundância. Articulista de A Gazeta, escreve neste espaço aos domingos. saulogouveia@seubolso.com.br ou www.seubolso.com.br.

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