A marca da marca

25/11/2019

 

 

 

Conta-se que certo dia um caçador saiu para o seu dia de lazer e ao entrar na floresta encontrou um forte lenhador que tentava derrubar uma árvore. Ele passou o dia todo caçando e, ao retornar para o seu hotel, passou novamente pelo lenhador, que ainda continuava tentando derrubar a mesma árvore. O caçador percebeu que o machado utilizado pelo lenhador não estava afiado. Disse, então: - Por que você não afia esse machado? O lenhador lhe respondeu: - Não posso. Eu não tenho tempo.

 

Esta parábola permite refletir alguns pontos em torno dos empreendimentos. Pois, todo novo negócio é uma grande oportunidade de gerar frutos para os steak holding (donos, funcionários, clientes, fornecedores, etc.), e tudo isso é um grande empreendimento gerador de emprego e renda. Porém, empreender é ter tempo para cuidar, ser preventivo e, além dos serviços prestados e produtos ofertados, garantir a segurança da marca que representa os objetivos e os valores da empresa.

 

À semelhança do lenhador que não tinha tempo para afiar o seu machado, muitos líderes de seus negócios esquecem de trabalhar o básico que sustentará a sua empresa, mesmo diante de tempestades ou vendavais.

 

Em contrapartida, é possível perceber que existe um crescente número de novas empresas que buscam levar um propósito maior para a sociedade através dos produtos ou serviços oferecidos pela organização. Líderes que começam a se ocuparem em levar benefícios reais, começando pela própria equipe que coordena; organizações mais ocupadas em como diminuir o impacto de seus produtos no meio ambiente; marcas que vão além da marca como um símbolo, mas como proposta de colaborar, minimamente que seja, no meio social, ou seja, empresas que tem um impacto social.

 

Afinal, é inteligente propostas tão significativas para as novas gerações se arriscarem por não terem tempo de assegurar todo o valor que sua empresa possui e merece oferecer?

 

A marca da empresa é a garantia que ela estará no mercado por longo tempo, afinal é ela que diz o que é. Quando pensamos na Google, Amazon ou Apple já sabemos o que poderemos obter de serviços e produtos e qual a nossa confiança gerada. Dessa forma, a marca é o valor da empresa, mais do que a sua estrutura, seu patrimônio físico e econômico. Garantindo, por consequência, que viverá forte, com lucratividade e realizar todo o ideal que intenciona oferecer para a coletividade que a buscam.

 

Como seu negócio pode afiar o machado? Registrando, primeiramente, a marca. Este processo é básico e extremamente necessário, pois fazer o registro é ter domínio dela e evitar invasores de “terreno alheio”. Registre e tenha uma marca, não registre e fique à deriva.

 

Ademais, a estratégia de marketing digital traz visibilidade e reconhecimento para uma marca. É impossível empreender na revolução digital sem se incluir nestas novas formas de construir a autoridade da sua marca, isto é, a empresa. Seja qual for o seu negócio, loja de varejo, indústria, serviços, física ou virtual, oferece vídeos, e-book, publica artigos ou conteúdos interessantes, é preciso cuidar para que o trabalho flua de maneira crescente. Caso contrário, estará em risco de sofrer uma queda empresarial, afetando não apenas o visual do seu empreendimento, mas sobretudo, o financeiro, que é a primeira área a sentir os impactos.

 

Além do mais, todo plano de negócio para abrir uma empresa ou se já está em andamento deve ter no orçamento financeiro o registro e manutenção do registro da marca. Por isso, a organização financeiramente é necessária estar presente em toda a vida da empresa, é ela quem fará não deixar para depois os investimentos fundamentais para a sustentação do negócio.

 

Dessa forma, é preciso saber duas coisas sobre uma pessoa que pretende ser ou é um empreendedor: como ela ganha e como ela gasta o seu dinheiro. Essa é a lanterna que iluminará o futuro desta pessoa e quais resultados terá. Se o indivíduo trabalha só pelo dinheiro e o gozo advindo, certamente, sempre estará na “corda bamba” do desequilíbrio e na dependência da saúde física e mental. Um escravo de si mesmo. Um ser é rico na proporção que pode se permitir dar o real valor as coisas, utilizando o dinheiro como meio e não fim em si mesmo. O líder empreendedor é o espelho da sua empresa. Pense nisso, mas pense agora!

 

Saulo Gouveia é consultor financeiro e organizacional e atua oferecendo novos significados para viver as virtudes em abundância. Articulista de A Gazeta, escreve neste espaço aos domingos. saulocarvalho@seubolso.com.br ou www.seubolso.com.br.

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