Das festas à ressaca financeira

27/01/2020

 

 

O fim de ano sempre promete muita alegria, presentes, festas, férias, viagens e a esperança de um ano novo com mais dinheiro sobrando. Mal começa janeiro e o bolso, que a gente sonhava que ia ficar forrado, desembolsa o pagamento da matrícula e material escolar, IPVA, IPTU e as contas das festas que mal terminaram. O gosto amargo da ressaca financeira é o que muitos não sabem se tem cura.

 

Uma amiga, gerente de um grande banco, me contou que durante o período do Natal recebeu pessoas que fizeram empréstimos pessoais para comprar presentes aos parentes e amigos. Em alguns casos, as parcelas ultrapassaram dois ou mais anos. Será que alguém levou em conta que os juros se tornam despesas extras que corroem o orçamento?

 

Se compararmos o aumento da renda real e o aumento do crédito a doses de destilados vai ser fácil entender o tamanho da dor de cabeça. Durante as festas natalinas oito em cada dez pessoas fazem compras financiadas. Tem mais: enquanto a renda real do brasileiro cresce, a parcela da renda comprometida com pagamento de empréstimos aumenta três vezes mais. Haja antiácido.

 

Mas viver é fazer escolhas. Saber o que é importante ou relativo, necessário ou apenas desejo e estabelecer prioridades, trará mais felicidade à família. O ser humano é corpo e alma, então não podemos fragmentá-lo e atender somente ao corpo ou somente ao espírito. Deve-se levar em conta que precisamos de lazer tanto quanto de trabalho.

 

Difícil saber escolher num mundo onde tudo que nos rodeia impulsiona a gastar e confundimos desejo com necessidade gerando a "ansiedade do consumo".

 

Mas a fórmula financeira da estabilidade é muito complicada e difícil de fazer, certo? Errado. A solução é muito simples: gaste no máximo 90% do que você ganha e faça investimentos com os outros 10%. É preciso ter isso em mente e nunca perder de vista esse objetivo essencial.

 

Em seguida deixe a preguiça de lado e faça um orçamento pessoal. O melhor é ter projetos anuais para ter a noção exata de possibilidades e limites, pois o hábito de medir tudo no mês desvirtua a realidade. Assim será possível priorizar as necessidades básicas, os investimentos e identificar o que é supérfluo.

 

Quem está endividado dirá: e eu? O que eu faço agora? Não consigo sair da roda viva (ou morta) das dívidas. Minha sugestão para sair das dívidas do orçamento pessoal é essa: Viva com 70% de seus rendimentos, utilize 20% para pagamentos das dívidas e os 10% restantes invista em algo que ponha mais dinheiro no seu bolso em longo prazo. Simples assim.

 

É comum cairmos na armadilha criada por duas emoções: o medo e o desejo. O medo de não ter dinheiro e o desejo por dinheiro. Essas duas emoções afetam nosso pensamento e o universo não entenderá o real desejo. Por isso comece o ano novo - novo ano - concentrando em criar dinheiro, sem medo de ser feliz. Pense nisso, mas pense agora!

 

Saulo Gouveia é consultor financeiro e organizacional e atua oferecendo novos significados para viver as virtudes em abundância. Articulista de A Gazeta, escreve neste espaço aos domingos. saulogouveia@seubolso.com.br ou www.seubolso.com.br.

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